Presença feminina na computação na UFMG

Esse site tem como objetivo fornecer resultados de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso realizado sobre o tema de analisar a presença feminina em cursos relacionados a computação na Universidade Federal de Minas Gerais

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Contexto teórico

A presença das mulheres nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) é notoriamente menor do que a dos homens. O relatório da UNESCO de 2018 revela que, no Brasil, as mulheres correspondem a apenas 17% das pessoas que trabalham na área de tecnologia. Essa realidade reflete um histórico de marginalização e de desigualdades de gênero no país. As primeiras universidades surgiram no Brasil no início do século XIX, mas a primeira mulher obteve diploma apenas em 1887, já no final do século. Além disso, a Constituição de 1988 foi a primeira a determinar direitos iguais a todos independente do sexo, apenas 100 anos depois, e apesar disso, a luta das mulheres para obterem seu espaço no meio acadêmico segue até a atualidade.

Embora a marginalização das mulheres nas áreas STEM seja histórica, a realidade do curso de Ciência da Computação é um pouco diferente. Na época do surgimento do curso nas universidades, na década de 70, as turmas eram compostas majoritariamente por mulheres. Naquele momento, a Ciência da Computação era muito associada à Matemática, um curso que também tinha ampla participação feminina, considerando que muitas tornavam-se professoras - uma profissão associada ao estereótipo da mulher.

Entre as décadas de 70 e 80, iniciou-se o surgimento dos jogos digitais, que transformou a visibilidade do curso de Computação. Antes associado à Matemática, tornou-se símbolo de tecnologia, um âmbito mais associado aos homens socialmente. Com isso, a participação das mulheres na área foi reduzindo gradualmente, até chegarmos ao preocupante patamar de hoje. Caso a redução da participação feminina mantenha o mesmo ritmo nos próximos anos, ela se extinguirá em 2050.

Projeto Orientado em Computação

Sobre a Pesquisa

Diante do contexto apresentado e da minha posição atual de mulher graduanda de Ciência da Computação, que está iniciando essa jornada de tecnologia, a proposta desse projeto é analisar a realidade da participação feminina nos cursos da área de computação na Universidade Federal de Minas Gerais.

Após longo período de análise de estudos de casos aplicados em outras universidades, tanto no Brasil quanto no exterior, e do levantamento de hipóteses de causas para esse fenômeno de redução cada vez maior de mulheres na área na graduação, foi elaborada uma pesquisa a ser aplicada na UFMG. Essa seria realizada entre mulheres de cursos de graduação relacionados a Computação, englobando cursos relacionados a Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Matemática Computacional e Engenharia de Sistemas, que tinha como objetivo entender as motivações para a entrada delas nesses cursos, quais desafios são encontrados ao longo do período de estudo e como eles as afetam, além da opinião que possuem acerca de propostas de ações para melhoria.

Resultados

A pesquisa realizada com alunas da Universidade Federal de Minas Gerais envolveu perguntas relacionadas ao conhecimento de computação prévio à entrada na faculdade, às motivações para a escolha do curso, a dúvidas e inseguranças no meio tecnológico acadêmico e a atividades que atuam/ poderiam atuar como contribuintes para um melhor ambiente feminino na área.

Ao final de algumas semanas de aplicação, foram obtidas 47 respostas, e os resultados foram analisados, comparados e apresentados em forma de gráficos para melhor visualização.

Mulheres Computação UFMG

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